Você acha que o Prominp funciona mesmo?
Oi, pessoal!
Temos ouvido ultimamente várias reclamações de quem cursa o Prominp de que a coisa não está funcionando bem. Quem fez o curso e ganhando até louvor sequer foi indicado ou chamado por nenhuma empresa. Tem gente que fala que passou na prova do Prominp há mais de um ano e até agora não foi chamado para começar o curso. Nós gostariamos de saber se você que cursou o Prominp gostou ou não. Você tem algum elogio ou alguma queixa? Registre aqui sua opinião. Estamos aguardando.
Agora vai, mesmo?
Parece que agora vai… A diretoria da Transpetro convocou a imprensa para a assinatura do contrato de US$ 1, 2 bilhão para construção, em Pernambuco, dos primeiros 10 navios-petroleiros previstos na fase inicial do Programa de Modernização e Expansão da estatal. Do valor total dos contratos, 90% têm prioridade para financiamento à produção pelo Fundo da Marinha Mercante. A previsão é que o primeiro navio será entregue em 30 meses após o início efetivo do contrato. Após esse prazo, serão entregues as outras embarcações a cada quatro meses. O consórcio Atlântico Sul, encarregado do contrato, é formado pelas empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Aker Promar e Samsung. Eles também serão encarregados de dar vida ao estaleiro virtual, tão criticado durante a fase inicial de licitação.
A primeira fase do programa da Transpetro prevê a construção de 26 petroleiros. A solenidade de quarta-feira será realizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, e do presidente da Transpetro, Sergio Machado.
Com ou sem estaleiro virtual, vamos torcer muito para que esta primeira fase se consolide e permita que se vislumbre a realização da segunda fase. Resta saber se as picuinhas políticas deixarão os negócios fluirem na maré do mercado. A aposta está feita!
Tá difícil!
Gente, do jeito que a coisa está indo na América Latina, especialmente quando se fala na área de petróleo, vai ficar difícil atrair novos investimentos privados, especialmente aqueles oriundos da Europa e dos EUA. A Bolívia nacionalizou tudo. A Venezuela diz que vai seguir o mesmo caminho. E agora o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, tomou posse (temporária) de terminais de armazenamento de petróleo da Exxon e da Chevron. Enraivecido, ordenou a ação após não chegar a um acordo com as duas petrolíferas, e com a local DIPPSA, para arrendar os terminais.
Embora tenha tido uma recaída com a recente suspensão provisória do projeto de concessão de rodovias federais, todos sabemos por aqui que o governo federal e, por extensão, a Petrobras não pretende seguir o mesmo caminho, ao menos, por enquanto. (Se bem que a suspensão da última rodada de licitações da ANP deixou muita gente com pé atrás)
Mas, enfim, a leitura de quem está fora do continente, infelizmente, é a de que a América Latina é tudo uma coisa só. Ou seja, para eles, é tudo farinha do mesmo saco. E aí… pagaremos pelo que não fizemos. Assim, não vêm novos empregos, novas tecnologias e mais desenvolvimento para a indústria local. É lastimável. Esperamos que seja um mal passageiro, coisa de momento, dá e passa.
Olha o Chávez de novo!
Parece que o efeito Morales subiu à cabeça do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Ele também quer privatizar os setores de telecomunicações e de energia. Na segunda-feira, ele prometeu nacionalizar a maior empresa de telecomunicações do Caribe, a CANTV.
De roldão, disse ainda que estenderá o processo aos projetos de pré-refino de petróleo no Cinturão do Orinoco que serão transformados em “propriedade do Estado”.
O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, diz que não há com que se preocupar. “Não é surpresa para ninguém” que Chávez iria “aumentar a participação do Estado sobre as riquezas” do país, disse Gabrielli.
Não sei não. Mas parece que Chávez vai aprontar mais uma. E como ficará o projeto da refinaria de Pernambuco, na parceria entre PDVSA e Petrobras, além de outros tantos investimentos em curso pela estatal brasileira no país vizinho.
É pra ficar com pulga - e bota pulga nisso - atrás da orelha.
Onde tem fumaça…
Que coisa estranha os processos de licitação da P-57, suspenso na semana passada, e da P-55, ainda sub judice. A Comissão de Licitação da Petrobras vai dizer se valeu ou não o desconto de 4% oferecido pelo grupo vencedor encabeçado pela Keppel Fels e que reúne também a Technip, Odebrecht e UTC, logo após ter apresentado oferta que já era vencedora de US$ 1,65 bilhão, por ser 10% inferior à outra proposta do oponente.
Certamente, vai ter apelação da parte do consórcio perdedor, o Atlântico Sul, composto pelas empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Iesa, que também perdeu a P-57 por ter feito, pelas contas da Petrobras, uma oferta exorbitante de US$ 1,8 bilhão, quando esperava algo em torno de US$ 1 bilhão.
O governo gaúcho tampouco quer perder duas seguidas. E já trama nos bastidores ação política para ganhar ao menos um dos dois projetos, que movimentam cada um deles acima de US$ 1,5 bilhão. É muita grana para ser desprezada. Com tanta pendenga, dá para ficarmos apreensivos. Vem muita briga, disputa judicial por aí. Quem perde com isso? Todos nós, num efeito cascata arrasador.
A Petrobras vai ter que abrir mais a discussão em torno destes dois processos, dada a importância que merecem e com o devido apreço que cabe à indústria e aos profissionais nela envolvidos. É aguardar para ver.
PS: Agradeço ao nosso leitor Alexandre Cardoso e reproduzo o seu comentário na íntegra, e torcemos que esses impasses se resolvam pelas forças de mercado, e não pelo conchavo político:
Os preços da P-57 já estão convergindo. Uma fonte do CAS me disse que a Petrobras aceita por US$ 1,2 bi e o CAS fecha por US$ 1,6 bi. Algo me diz que vamos chegar a US$ 1,4 bi. Semana passada o presidente do Jurong Shipyard veio ao Brasil dizer ao Gabrielli e ao Duque que consegue fazer as duas plataformas por US$ 2,4 bi, desde que em Cingapura. Como os dois vão sair depois da eleição para presidente da Câmara, nenhum deles quis se estender muito na reunião e o cingapuriano ficou falando sozinho. A bomba fica para a próxima diretoria, que será do PMDB, apesar da choradeira da Dilma.
Ano novo, vida nova!
Chegou 2007 e com ele surge a expectativa de que poderemos ter a consolidação de alguns projetos importantes para a indústria petrolífera. Os últimos dias do ano mostraram tanto do lado da Petrobras, quanto da Shell que o emprego de muita gente vai estar garantido nos próximos anos. Afinal, as duas empresas anunciaram a viabilidade de produção em nada menos que vinte jazidas em diferentes partes do país, inclusive onshore.
Na área naval, o Senado destravou, no finzinho de dezembro, o projeto de construção do primeiro lote de 26 petroleiros para a renovação de frota da Transpetro. A permissão para a estatal aumentar em R$ 5,6 bilhões o seu endividamento vai garantir recursos suficientes para efetivação da encomenda. Ou seja, mais emprego para engenheiros, técnicos e projetistas. Para esses profissionais tem ainda o projeto do Gasene, que com sua extensa tubulação a ser instalada em vários estados do Rio até a região Nordeste, abrem novas chances e oportunidades para empresas de variados portes.
Outra expectativa interessante é a sequência do projeto da refinaria de Itaboraí, a cargo da Petrobras e do grupo Ultra. Os dois procuram novos sócios para o empreendimento que promete investimentos de US$ 6,5 bilhões até 2011.
Só o desenrolar desses projetos nos faz vislumbrar um movimento econômico que justifica um sentimento de otimismo para o ano que se inicia. Agora vamos esperar para que tudo isso deslanche o mais rápido possível. Torcida não falta.
Feliz 2007!
Blog do Gui@offshore
Olá pessoal!
Depois de superada a fase de testes, decidimos lançar o blog do portal Gui@offshore. A idéia deste blog é informar as novidades, acontecimentos, eventos e também as ofertas de emprego para técnicos, projetistas, engenheiros e diferentes profissionais que atuam na cadeia petrolífera e na indústria naval/offshore no país e no exterior.
As informações com as oportunidades de emprego são comunicadas diretamente pelas empresas interessadas ou por consultorias de Recursos Humanos, a partir de contato feito por email em parceria do Gui@offshore com o Fórum de Engenheiros Projetistas.
Favor enviar os currículos diretamente para os emails indicados pelas empresas que disponibilizam as oportunidades de emprego.
Mas também fique à vontade para fazer qualquer comentário ou uma sugestão sobre este blog, ou sobre a indústria. Queremos abrir uma tribuna livre para quem está no setor ou pretende ingressar nele. Para tanto, use o espaço destinado aos comentários das mensagens. Não se esqueça de colocar o seu email, para obter as respostas.
